Sabe quando a gente é criança e as pessoas enchem a nossa cabeça com contos de fadas? Pros meninos é bobeira, mas todas as meninas passam a sonhar com isso, imaginando o dia em que vai aparecer um príncipe encantado montado num cavalo branco que vai levá-la pra morar no seu castelo onde eles viverão felizes para sempre. Mas as meninas crescem, e os seus respectivos príncipes adquirem qualidades diferentes para cada uma. Mas é inegável que todas continuam esperando seus príncipes. Até o dia em que elas conhecem alguém que não é tão bonito, ou não é tão inteligente, ou não é tão engraçado… Sei lá. Alguma qualidade que antes era tratada como essencial. Mas tudo perde a importância quando as pernas tremem, as mãos suam e o coração dispara. Não importa o resto do conto de fadas. Não importa se o cavalo branco vitou um ônibus lotado ou se o castelo virou um casebre ou se o príncipe virou um sapo. A única parte da história que conta é o “e eles viveram felizes para sempre”. Até o dia que ela descobre que o “pra sempre” é relativo. O meu pra sempre ainda tá durando, mas o dele foram só 3 meses. -.-
Será que um dia vou ter uma vida normal?
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Tchurururu
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