Arquivos Mensais: Agosto 2008

Ah, não vou aceitar os comentários. Esse é um blog pra ler, não pra comentar. Parem de dizer que eu tenho que esquecer ele e me animar. Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito. Ninguém me machucou tanto quanto ele e eu não estou feliz com isso. Mas isso não muda o fato de que eu ainda o amo e vou continuar sofrendo por causa disso. Sinto muito, mas as enooooormes conversas com cada um de vocês, as milhares de lágrimas derramadas cada vez que vocês me perguntavam o que tinha acontecido, os pedidos de “se cuida” e as promessas de “vou me cuidar” não serviram pra nada. Penso e despenso e a única conclusão a que chego é de que eu amo ele cada dia mais. Não sei o que fazer nem o que pensar. Lágrimas? Já secaram. Paciência? Vocês sabem, né? Saúde? Pfff. Ânimo? Só pra dormir. Não aguento mais isso, mas não sei o que fazer.

O que eu quero? Ele. Não naquela merda de jogo do inferno. Quero tocar nele, sentir a respiração dele e ouvir o coração dele batendo. Quero abraçar ele e ouvir ele dizendo que vai dar tudo certo. Quero passear de mãos dadas com ele e ver as pessoas nos olhando e pensando em como somos um casal perfeito. Mesmo que não sejamos, porque ninguém é perfeito. Mas eu não ligo. Porque estou cega por esse garoto. E nada que ninguém diga ou faça, vai mudar isso.

Eu sei. Sei que isso tá me fazendo mal. Sei que ficar chorando sozinha (ou enquanto falo com vocês) não vai mudar nada. Sei que preciso seguir. Tô cansada de saber de tudo isso. Mas ainda tô confusa demais. Tem muito pouco tempo ainda e não é assim tão fácil. Esse blog tá me ajudando um pouco, mas não tanto quanto conversar com vocês. Tá bom que as tentativas de me animar são frustradas, mas desabafar ajuda de uma certa maneira. Obrigada, povo (mas não vou aceitar os comentários =P).

É isso.

Bye bye

Odeio minha linha de raciocínio. Por que eu só consigo pensar em coisas legais pra escrever na hora que eu deito pra dormir? Aí eu fico com preguiça de levantar pra pegar papel e caneta ou ligar o pc de novo. Aí fico lá pensando altas coisas legais sobre as quais escrever e penso que eu posso escrever no dia seguinte. Daí não lembro de mais nada. ¬¬’

Tem coisas sobre as quais eu gostaria de escrever agora, mas estou meio confusa ainda. Prefiro esperar uma coisa definitiva. Então eu posso ficar aqui enrolando até cansar. =D

Tô numa fase de transição. Não sei direito o que é isso, mas sempre quis dizer que estava. Ah, mas sei lá. Sabe aquela época em que você está totalmente sem saber o que pensar ou sentir? É tão estranho. Eu sempre tive total controle sobre meus sentimentos, mas depois daquela reviravolta… Agora simplesmente não sei como agir ou como pensar. Que doidera.

Agora só peço a Deus pra organizar as coisas aqui dentro. Não gosto de bagunça. -.-

E foi uma bagunça e tanto…

Bye bye.

Fui no médico terça-feira. Diagnóstico? Hipotensão + anorexia. lol? Hipotensão eu sempre tive. Mas anorexia? Eu como mais que os 3 pedreiros que estão reformando minha casa juntos. Como feijão, fígado, verduras, legumes, frutas e até pedra, se tiver calda de chocolate em cima. Aí o médico disse que é uma doença como outra qualquer e que meu sistema imunológico é muito fraco e que eu estou sujeita a esse tipo de doenças. Falei que eu estou sujeita a resfriados mais fortes que o comum e anemia constante, mas anorexia não é uma doença qualquer. Acho que não convenci ele. Ele passou um mooooooooonte de remédios e mais um mooooooonte de exames. Depois foi medir minha pressão: 80/50. Ele perguntou assim “Como você consegue simplesmente estar em pé com a pressão tão baixa assim?” e eu disse “O senhor pode me declarar como morta logo de uma vez e a gente resolve 100% dos meus problemas.”. Falei com uma cara tão séria, que a minha mãe arregalou cada olho do tamanho de um tomate e o coitado do médico deve estar até agora se perguntando se eu falei sério ou se estava brincando.

Meu sarcasmo voltou. Tava com tanta saudade dele. Mas é difícil ter criatividade pra zuar os outros estando meio down. Mas acho que estou melhor. Resolvi cuidar da minha saúde. Da minha vida já tem gente demais cuidando, então nem preciso me preocupar. Neguinho (s) diz que ignora minha existência, mas o nomezinho dele (s) não sai da lista de visitantes do meu orkut. E umazinha que fez de tudo pra destruir minha vida (e conseguiu) em vez de pegar o amiguinho tão precioso dela e enfiar no meio do cu e me esquecer de vez, fica falando merda pro meu irmão. E ainda tem mais um que disse que nem lembra que eu existo, mas fica falando mal de mim pros meus amigos. Como eu disse, tem gente demais cuidando da minha vida, nem preciso me preocupar.

Ah sei lá. Acho que de tanto me mandarem acordar pra vida, eu tô começando a perceber que é o certo mesmo. Hoje fui na festa da minha priminha. Nada melhor pra levantar o astral do que ver a pirralhada correndo, gritando e chorando (mentira, o que levantou meu astral foram os quilos de brigadeiro). Mas sério mesmo. Adoro ver as crianças brincando. Fico horas observando os bebês que ainda estão aprendendo a andar e falar. Isso me anima. E ninguém tava precisando de ânimo tanto quanto eu. Tudo bem que eu passei a festa inteira com dor no estômago e a cabeça explodindo por causa dos 259 remédios, mas foi ótimo mesmo assim.

Amanhã vou lá fazer meus exames e vamos ver pra quanto vai subir esse número de remédios. Só quero ficar bem de novo. NINGUÉM é tão precioso a ponto de merecer que eu fique doente por causa dele.

Bye bye.

Parece até piada o endereço do blog. Só reclamo e choro aqui. Mas quando eu escolhi o nome, a minha intenção era falar sobre as coisas “boas” que estavam acontecendo na minha vida. Sobre como eu amava meu namorado e sobre como minha família era legal. Só que tudo desmoronou de um segundo pra outro e eu não tinha tempo pra criar outro. Precisava desabafar naquela hora mesmo.

É interessante pensar em como a vida muda de rumo. Uma hora você pensa estar no paraíso e no segundo seguinte se vê jogado de volta a terra. Não digo ao inferno porque sei que por pior que estejam as coisas, poderia estar pior. Pelo menos ainda tenho uma família e amigos que me amam de verdade. Pessoas que me apóiam não importa o que eu diga ou pense. Não importa se eu sou chata e mimada, eles gostam de mim incondicionalmente.

Amor incondicional. Como pude me rebaixar a ponto de aceitar menos que isso? Idiota, burra e cega. Acreditei em palavras vazias e agora fico aqui pensando porque não morro logo de uma vez. Tanta dor sem sentido. Tanto sofrimento vazio. Não sei de onde ainda tiro forças pra levantar da cama. Só como porque parar de comer seria suicídio, e eu sou contra. Mas vontade de viver não me resta mais. Talvez eu me torne mais uma dessas pessoas que vivem suas vidas em função dos outros. Tipo trabalhando em um orfanato ou alguma coisa do tipo. Não tenho mais ânimo pra cuidar de mim, então vou cuidar de quem ainda tem ânimo de viver. Talvez eu me alegre em saber que algumas delas tiveram vidas melhores que a minha.

Affe, quanta besteira. Cada dia pioro  ¬¬’

Bye bye

Cada dia tudo piora mais. Chegam notícias cada vez piores e a gente já começa a aguardar o pior. Hoje chorei tanto na igreja por causa do meu irmão, que minha mãe até me abraçou. Há anos que minha mãe não me abraçava (sem contar aniversários e festas de fim de ano).

Dizem que às vezes é necessário chegar ao fundo do poço pra que tomemos impulso pra começar a escalar de volta. Ainda não é o fundo? Quanto mais preciso aguentar?

Às vezes dá vontade de pedir a Deus pra levar logo ele e acabar com todo esse sofrimento que ele tá fazendo eu e minha mãe passarmos. Mas caramba, ele é meu irmão. Me sinto mal de pensar numa coisa dessas. Então continuo pedindo a Deus que toque no coração dele e veja o que ele está fazendo com a própria vida. Não só com a dele, mas com a nossa também. Depois de tantos conselhos, tantos exemplos, tantas brigas… Mesmo assim ele continua estragando a própria vida.

Não sei mais o que pensar, o que sentir. Lágrimas parecem sem sentido, mas preciso apenas botar pra fora toda essa dor. Não é fácil passar por tudo isso. Sem contar os problemas paralelos, que tornam tudo mais insuportável.

Mas não quero falar deles hoje.

 

Na verdade, acabou de esgotar minha paciência pra qualquer coisa.

 

O resto, fica no ar.

Bye bye

Ele terminou comigo. Como meus amigos disseram que EU devia ter feito desde a primeira briga boba. Desde a 1ª promessa quebrada. Desde a 1ª mentira contada. Como pude ser tão idiota a ponto de pensar que podia passar por cima de tudo? Como pude aceitar que alguém me fizesse sofrer como ele fez e mesmo assim continuar investindo? Noites perdidas chorando por alguém que mentiu pra mim desde o início. “Te amo 4ever” costumava fazer meu coração transbordar de felicidade. Agora me faz ter raiva por ter sido tão idiota a ponto de acreditar. Mais uma decepção. No pior momento da minha vida. Justo quando eu mais precisava dele. Preciso do amor dele e o que ele me dá? “Não amo você mais”.

Tô sem chão. Na verdade, tô sem nada. Não sei o que eu devo sentir. Se é tristeza por ter sido largada pela pessoa que eu mais amo nesse mundo. Se é raiva, por ele não ter tido um pingo de considereção pelo que eu estou sofrendo. Se é alívio por saber que pelo menos o sofrimento vai ser redirecionado pra uma coisa que faz sentido. Porque faz mais sentido chorar por saber que seu amor não é correspondido do que chorar por não ter certeza.

Explicando o título: é o fim de um tipo de sofrimento, mas o começo de outro.

Não tem como ser feliz sabendo que a pessoa que você ama está se divertindo com outra pessoa. Que ele está sendo carinhoso com outra. Que ele provavelmente está amando outra. Não tem como ser feliz sabendo que você baseou a sua vida numa coisa que acabou de ser destruída. É como construir uma casa na areia: bate um vendaval e a casa desmorona porque não tem alicerce. Você vai passar bons momentos dentro da sua casinha aconchegante, mas quando ela cair não vai sobrar nada.

Não sobrou nada. Não sobrou ânimo pra continuar. Nem mesmo vontade.

O que fazer? Tentar encontrar um novo motivo. Talvez eu volte a ser a pessoa de antes. Ser fria evita sofrimentos desnecessários.

Obrigada amigos e pessoas que gostam de mim de verdade.

Nunca vou esquecer o apoio que cada um de vocês me deu, mesmo sem eu ter dito o que tinha acontecido. Desculpa por afastar vocês de mim por causa dele, mas no final vocês me mostraram o que realmente vale a pena.

É isso.

Bye bye

Sabe quando você gosta tanto de alguém que de pensar na pessoa até dói o seu estômago? Suas mãos suam, suas pernas tremem, você perde o fio do pensamento e parece um bobo alegre solto por aí?

Pois é.

Sabe quando você via seus amigos chorando rios de lágrimas por causa de alguém e você achava aquilo completamente patético?

Pois é.

Sabe quando você via essas coisas e chamava a pessoa de idiota e dizia que isso nunca ia acontecer com você?

Pois é.

Se você não sabe o que é isso, desconsidere o resto do texto.

Não posso dizer que é uma sensação ruim. Apesar de tudo que estou passando, lembrar que ele existe me anima um pouco. Mas é inegável que amar alguém com tamanha intensidade é muito melhor quando você é correspondido na mesma medida. Isso não quer dizer que a pessoa não te ame da maneira dela, mas se você ama mais é certo que você vai sofrer. Quem ama mais, sofre mais. Quem se entrega mais, se ferra mais.

Eu costumava dizer que amar era a melhor coisa que podia acontecer a alguém. Hoje reformulei minha frase: ”Amar e SER CORRESPONDIDO NA MESMA INTENSIDADE é a melhor coisa que pode acontecer a alguém.” Não que você não possa ser feliz com alguém te ame menos do que você ama, mas se você é a parte que ama mais então tem que estar disposto a certas coisas por esse amor.

Eu estava. Renunciei a mim mesma. Mudei meu jeito de ser. Desfiz amizades. Parei de fazer coisas que gostava. Aceitei coisas inaceitáveis. Reformulei conceitos. Entreguei meu coração e minha alma.

E pra que? Pra depois de míseros 3 meses ele dizer que não tem certeza se ainda me ama e que tá indeciso sobre a gente. Alguém que prometeu me amar pra sempre me diz uma coisa dessas depois dos melhores 3 meses da minha vida. 3 meses que eu queria que fossem 3 séculos. É muito pouco tempo, mas eu nunca tive tanta certeza de que era meu paraíso. Um paraíso do qual fui expulsa e agora fico batendo no portão como uma mendiga.

Não me chamem de dramática. Só sabendo tudo o que está acontecendo e o que já aconteceu na minha vida pra entender o que esse garoto significa pra mim. Não estou disposta a contar. É só um desabafo, não uma biografia.

Sonhava em casar com ele. Nunca me imaginei no futuro com ninguém. Sempre quis ter filhos, mas nunca imaginei que eles teriam um pai. E eu comecei a sonhar com ele, em casar e ter filhos com ele, em me isolar do mundo e viver pra cuidar da nossa família. Parece bobeira, mas é uma coisa importante pra mim. Tinha certeza que nós poderíamos ser felizes juntos, independente de qualquer outra coisa. É um choque saber que ele pensa diferente. É terrível saber que não depende só de mim. É muito ruim ficar na expectativa de saber se o meu futuro perfeito vai acontecer um dia. Porque eu preciso da resposta dele. Eu entreguei minha felicidade nas mãos de alguém que não tem certeza se ainda me ama.

Ás vezes me pergunto se não seria melhor eu continuar sendo a pedra de gelo ambulante de antigamente. Eu teria perdido 3 meses de felicidade, mas em compensação não estaria morrendo por dentro agora.

Só queria saber como isso vai acabar. Eu dividiria o meu amor com ele, caso ele decida que o dele não é o suficiente. Tenho muito aqui sobrando. Pena que isso não é possível. Só não sei o que vou fazer com todo esse amor caso ele não me queira mais.

Ah, já falei muito.

Chata assim, nem eu vou aguentar ler essa droga.

Talvez eu tenha falado alguma besteira, mas não liguem. Quem me conhece sabe que quando eu começo com meus monólogos, acaba saindo besteira.

Obrigada pra você que chegou até aqui. Provavelmente você é um desocupado ou então é tão patético quanto eu a ponto de se interessar por tanta besteira. Mas obrigada por ler. Garanto que na próxima vez que você voltar vai ter mais coisas sem nexo escritas. Se não gostar, então nem volte.

Bye bye

Sempre gostei de blogs. Passo horas diárias sentada aqui lendo o que as outras pessoas têm a dizer sobre qualquer coisa. Importante ou idiota, sempre estou eu lá lendo e prestando atenção sobre a opinião das outras pessoas sobre objetos, filmes, programas, músicas, atitudes, ou qualquer outra coisa sobre a qual alguma pessoa tenha vontade de escrever.

Meus amigos sempre me perguntaram por que eu nunca fiz um pra mim. Confesso que já tentei antes, mas nunca acho meus textos tão legais ou sequer interessantes. Acabei me prendendo aos flogs, pois são bem mais fáceis de manter. Mas cansei de tanta superficialidade. Você pode escrever sobre a fome na África e colocar uma foto de flores. Se 40 pessoas comentarem, 4 vão falar sobre o texto, 15 vão falar que a foto é linda, 10 serão assinantes do flog pedindo pra vc add eles, 6 vão dizer que adoraram a música (mesmo se você não colocar nenhuma) e 5 vão dizer que seu flog tá lindo e só passou pra deixar uma marquinha. ¬¬’

Talvez eu me sinta melhor se ficar aqui escrevendo coisas sobre as quais tenho vontade. Mesmo que não seja interessante. Pelo menos eu sei que quem entrar aqui (se alguém entrar) vai ser pra ler o que eu escrevi.

Lógico que eu gostaria que as pessoas lessem meus textos (e gostassem =P), mas às vezes é melhor que ninguém leia e não me irritem com comentários nada a ver.

Vou usar esse blog como substituto pros amigos que eu afastei de mim. Já que eu não tenho mais com quem conversar, então eu posso ficar aqui escrevendo até cansar. Não é igual uma conversa de verdade, mas pelo menos eu não explodo com tudo guardado aqui.

Sim, será um blog chato e maçante. Cheio de pensamentos sem noção de uma menina insegura e carente. Se não gostou, vaza.

Por hoje é isso.

Talvez depois escolha alguma coisa legal sobre a qual escrever.

Bye bye